António Matos era uma criança quando o pai partiu para Angola sem se despedir e com a
promessa de levar a família numa futura carta de chamada. Estávamos na Alcofra da década de
50. O progenitor morreu antes que tal fosse possível, obrigando o pequeno, o mais velho dos
irmãos, a fazer-se homem com apenas oito anos. Trabalhou na agricultura até aos 13, quando foi
para Vouzela fazer um pouco de tudo entre as 7h00 e a meia-noite, desde abastecer combustível
a servir amendoins a crianças da sua idade mas de classe social muito mais favorecida.
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