No passado dia 25 de janeiro, Vouzela rumou ao cimo da vila para prestar homenagem ao Mártir São Sebastião que tem lá a sua capela e centro dos festejos.
Já no sábado anterior os mordomos lá se juntaram para limpar a capela, o adro adjacente, enfeitar o andor e altar, colocar a passadeira e tratar de todos aqueles pormenores que só eles sabem.
O Rui, como de costume, envernizou a frontaria do altar, o “Escangalhado” tratou das fêveras e a pinga ficou a cargo do Augusto. Por volta do meio-dia, o trabalho estava pronto e a tarde foi de convívio. Neste sábado esteve muito frio, com a neve a espreitar na Gralheira, Montemuro e até no São Macário; nada que desanimasse o pessoal.
O domingo, dia da festa, apareceu diferente, nada de chuva, o frio esse sim esteve, mas até com algum sol.
Às 10h45, já o coro da banda estava preparado para a missa que começou com o nosso reverendo pároco, Pe. Ricardo, a presidir. No sermão falou-nos da vida e morte do nosso Santo Mártir e o evangelho a lembrar-nos a prisão de São Paulo. Embora em séculos diferentes o nosso Pároco viu nestes acontecimentos um grande amor a Jesus, e por ele aos irmãos e ao Pai.
No fim da missa seguiu-se a procissão, que, abrilhantada pela Sociedade Musical Vouzelense, pelas Irmandades da Nª. Senhora do Castelo, Santíssimo Sacramento e Nª. Senhora do Rosário, lá seguia o seu rumo a percorrer as principais ruas da vila. Mas aconteceu o inesperado. Ao chegar à praça Morais de Carvalho começou a chuviscar e a Procissão teve que regressar rapidamente à capela do Santo de onde tinha saído pouca antes. Não houve passagem nas ruas da Feira e na rua da Ponte, onde os moradores tinham, como de costume, uma mesa carinhosamente enfeitada com lindas flores.
Os mordomos pedem muita desculpa pelo sucedido e apelam à compreensão de todos.
Pelas 16h00 rezou-se o terço meditado e encerrou-se a parte religiosa. O convívio continuou por mais algum tempo. Os mordomos confraternizaram e já anunciaram a lista para 2027. Até para o ano.
A Mordomia