VOUZELA, 20 de Abril de 2024
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CIM VDL garante que mais de 90% da rede de transporte público foi reposta

19 de Setembro 2020

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões garante que na passada quinta-feira, dia 17, foi reposta mais de mais de 90% da rede de transporte público, em comparação com o período homólogo de 2019, e que a oferta foi mesmo reforçada em determinados circuitos.

Num comunicado enviado às redacções, a entidade sublinha que o objectivo é garantir a mobilidade aos cidadãos e admite que, devido à pandemia de Covif-19,  algumas populações tinham ficado limitadas no acesso aos transportes públicos. O reforço feito nalguns circuitos traduziu-se, em termos globais, em “cerca de mais 20 circulações”.

O presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Rogério Mota Abrantes, diz que a rede aprovada “dá resposta aos diferentes horários escolares, sem prejudicar a população em geral, cumprindo, as determinações da DGS quanto às lotações das viaturas, tendo, inclusive, promovido a realização de desdobramentos em diversos serviços e horários”.

O responsável sublinha “o esforço financeiro” que a CIM Viseu Dão Lafões e os municípios estão a fazer para repor os níveis de serviço, “pelo que é fulcral que o Governo esteja atento às dificuldades e implemente medidas de apoio financeiro a estes territórios, sob pena de, caso não o fazendo, como foi o caso da verba inscrita no orçamento retificativo em que mais de 95% da mesma foi entregue às Áreas Metropolitanas, amplificará as assimetrias regionais e colocará em causa a coesão territorial”.

Na quinta-feira, os deputados do PSD eleitos pelo círculo eleitoral de Viseu já tinham criticado a forma como foram distribuídos os apoios previstos no Orçamento de Estado suplementar para a reposição e reforço da oferta de transportes públicos, notando que, dos 94 milhões de euros, “90M foram para as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e apenas 4M para o resto do país”.

“É uma medida manifestamente insuficiente e injusta para a realidade que se vive no interior, uma vez que acentua as assimetrias entre aos alunos dos centros urbanos e os do interior, e dificulta as negociações das câmaras municipais com as empresas de transportes que exigem o pagamento de compensações pelo défice de exploração das carreiras”, lê-se no comunicado enviado às redacções.

Os socias-democratas ressalvam que “a queda acentuada da procura no final do ano lectivo, resultante do estado de emergência”, assim como “o limite da lotação de dois terços e o custo de frotas, dificultam a implementação de horários capazes de, simultaneamente, responder às expectativas comerciais dos operadores e às necessidades de procura com as regras impostas pela DGS às escolas”. Por isso, exigem ao Governo “respostas rápidas” a este problema, “uma vez que as exigências financeiras das transportadoras são enormes e os recursos das autarquias e famílias são limitados”.

 

 


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