VOUZELA, 20 de Fevereiro de 2024
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Próximo ano lectivo terá 3º período mais longo e férias de Páscoa mais curtas

3 de Julho 2020

O próximo ano lectivo vai ter mais dias de aulas, pois as férias da Páscoa vão ser mais curtas e o terceiro período mais longo, em particular para o ensino pré-escolar, primeiro e segundo ciclo, anunciou esta tarde o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

O primeiro período vai arrancar entre 14 e 17 de Setembro para todos os níveis de ensino, prolongando-se até 18 de Dezembro. O segundo vai decorrer entre 4 de Janeiro e 24 de Março de 2021 e o terceiro tem início marcado para 6 de Abril, depois de umas férias da Páscoa mais curtas (O Domingo de Páscoa é a 4 de Abril).

O fim das aulas vai variar de acordo com os graus de ensino, como habitualmente, sendo que, no caso dos anos em que existem provas nacionais (9.º, 11.º e 12.º anos), as aulas vão terminar a 9 de Junho, ao passo que para os alunos do 7º, 8º e 10º a data é 15 de Junho. Quanto aos alunos do pré-escolar, 1º e 2º ciclo, o ano lectivo vai concluir-se a 30 de Junho.

O Ministério preparou três cenários distintos para o ano de 2020/2021: regime presencial, misto e não presencial. O primeiro deve ser a regra para os alunos dos dois primeiros ciclos, bem como daqueles têm apoio social escolar e necessidades especiais. “Se tivermos que tomar opções, estes serão os que preferencialmente terão aulas nas escolas”, revelou o governante em conferência de imprensa, acrescentando contudo que o modelo escolar do próximo ano que virá a ser adoptado está dependente da evolução da pandemia.

Reforço de recursos humanos

Tiago Brandão Rodrigues revelou que vai haver uma redução de programas curriculares demasiado extensos. As cinco primeiras semanas deverão destinar-se à recuperação/consolidação de aprendizagens, continuando esse trabalho ao longo de todo o ano, havendo também um ​​​​​​enfoque no perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória e nas aprendizagens essenciais para cada ano de escolaridade.

Em simultâneo, o Governo vai apostar num reforço nas tutorias e um apoio suplementar de quatro horas com um tutor para todos os alunos que reprovaram neste ano, assim como um programa de mentorado.

O executivo aposta ainda num fortalecimento dos recursos humanos, “reforçando o crédito horário das escolas, materializado em mais tempo para os professores trabalharem com os alunos, em coadjuvações, apoios, etc.”, uma medidas pensada, especialmente, para os alunos com necessidades especiais. O Governo prevê ainda contratar psicólogos e outros técnicos especializados que possa apoiar os professores e os alunos. Para tudo isto, haverá um reforço orçamental na ordem dos 125 milhões de euros para recursos humanos, que se somam aos 400 milhões já anunciados para o plano tecnológico.

Além disso, continua a aposta nas tecnologias digitais, com uma aposta na capacitação digital dos docentes e na desmaterialização dos manuais escolares.

 

 

 


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