VOUZELA, 14 de Julho de 2024
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Provedor da Misericórdia de Vouzela critica preços dos materiais de protecção

16 de Abril 2020

O Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vouzela (SCMV), Luís Alcides, critica os “preços altamente pornográficos” dos materiais de protecção contra a COVID-19 e diz que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) deveria focar o seu trabalho na fiscalização desta área de negócio, de modo a evitar situações como as que estão a ocorrer um pouco por todo o país.

“Máscaras que custavam 20 ou 30 cêntimos estão a ser vendidas a um euro e tal”, lamenta, em declarações ao Notícias de Vouzela, referindo que ainda na última sexta-feira a instituição recebeu uma encomenda de 5 mil máscaras “a mais de um euro”.

O responsável adianta que a SCMV precisa de 4.200 máscaras por mês, “sem contar com líquidos de desinfecção, fatos de protecção para o serviço domiciliário e luvas, entre outros materiais”.

“Apesar dos preços altos”, diz, “não podemos correr o mínimo risco de faltar uma máscara”. As doações que têm sido feitas são, por isso, uma ajuda importante. Além dos materiais distribuídos pela Câmara Municipal de Vouzela, também a empresa AKI e o movimento “Dão Viseiras” doaram alguns equipamentos.

“Grão a grão, enche a galinha o papo”, sublinha o Provedor, que garante que a instituição tem stock para “algum tempo” e capacidade financeira para responder às necessidades.

Luís Alcides revela que todos os dias a Santa Casa da Misericórdia está a comprar material de protecção e à procura, online, de “novos sítios” onde obter o que faz falta.

O responsável critica também a falta de apoio do Estado ao sector social, que diz ser “zero”, lamentando por isso a reacção da ministra da Saúde, Marta Temido, “quando algo corre mal”. “Vem dizer que as instituições não tiveram os cuidados necessários, mas o Estado não faz a sua parte…”.

Medidas preventivas

No âmbito do plano de contingência interno para responder à pandemia, a SCMV suspendeu, em meados de Março, as visitas presenciais aos utentes do lar e da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI), bem como todas as actividades que envolvam visitas de pessoas externas ao serviço.

Durante este período, os contactos com os utentes do lar podem ser feitos através dos números já existentes e do telemóvel 916 440 963. De segunda a sexta-feira, entre as 10h00 e as 11h30, é ainda possível a ligação via Skype, pelo e-mail scmvlar@outlook.com. No caso da UCCI, os contactos são feitos através dos números 232 740 081/232 740 082, e por Skype, às terças e quintas-feiras, das 14h30 às 15h30 .

A instituição encerrou ainda as instalações e os serviços da creche e do pré-escolar até ao fim de Abril e cancelou os exames, as consultas e a fisioterapia, entre outros serviços, da Clínica de São Frei Gil, mantendo apenas a realização de análises clínicas.

 

 

 


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