VOUZELA, 17 de Julho de 2024
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Opinião: Maio – mês do coração

26 de Maio 2020

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia escolheu o mês de maio como o mês do coração.

Durante este mês o que se pretende é despertar consciências, alterar hábitos de vida e sensibilizar as pessoas para melhorar a saúde do Coração. Cada um de nós é responsável pelo seu processo Saúde/Doença, logo é fundamental ter conhecimentos e utilizá-los de forma a prevenir, intervir e cuidar de forma adequada do nosso coração.

A Direção Geral de Saúde, designa as doenças cardiovasculares todas as doenças que afetam o coração e/ou os vasos sanguíneos. São a primeira causa de morte em Portugal e responsáveis por 30% do número de óbitos.

Atualmente, é do conhecimento geral que grande parte dos casos de morte por doenças cardiovasculares estão associados a fatores já conhecidos e que têm impacto significativo no risco de desenvolver doenças isquémicas e acidente vascular cerebral. Alguns são modificáveis ou passíveis de controlo e é nesses que devemos concentrar esforços como, o controlo da diabetes Mellitus, da obesidade, do sedentarismo e do consumo de tabaco.

Um dos mais importantes fatores de risco de doença cardiovascular é a hipertensão (tensão arterial elevada). Valores elevados de tensão arterial, de forma prolongada, conduz a alterações nas paredes dos vasos sanguíneos e interferem com o fluxo de sangue impedindo o coração de receber oxigénio suficiente.

O tabagismo é outro fator de risco e estima-se que seja a principal causa de morte evitável no mundo. A OMS estima que 1/3 da população mundial adulta seja fumadora. Assim como o hábito de fumar, a inatividade física, a obesidade e o sedentarismo também são um importante obstáculo ao controle das doenças cardiovasculares.

Como podemos constatar, as Doenças Cardiovasculares, não são uma consequência inevitável do envelhecimento e podem em grande parte ser prevenidas ou retardadas.

Os últimos meses que envolveram uma maior permanência em casa, potenciou um agravamento de muitos destes fatores de risco.

A preocupação constante com a COVID-19, remeteu para segundo plano as outras doenças que agora devem ter novamente a devida atenção.

 

Há hábitos simples alteráveis que podem melhorar a saúde do nosso coração e a nossa vida, são eles:

  • Manutenção do peso ideal – Devemos ter cuidado com a alimentação e evitar o excesso de peso e a obesidade.

 

  • Prática de atividade física – Caminhar, correr ou passear é agradável e faz bem não só ao corpo como também à mente.

 

  • Redução de sal – O excesso de sal na comida leva à retenção de líquidos, e consequente aumento da tensão arterial. Deve dar-se preferência às ervas aromáticas e moderar o uso de sal na hora de temperar.

 

  • Cigarro – O tabaco compromete gravemente a saúde. Devemos deixar de fumar.

 

  • Stress – O stress surge como resposta do organismo às sobrecargas físicas e emocionais. Temos de encontrar estratégias para reduzir a ansiedade e o stress e aprender a controlar as emoções.

 

  • Consultas regulares – Devemos agendar consultas, regularmente, com o médico e enfermeira de família. Avaliações regulares ajudam a identificar o problema mais precocemente, facilitando o tratamento.

 

É importante que cada um de nós esteja informado e atento à sua saúde, muitas vezes pequenas atitudes têm grandes efeitos, cabe a todos nós mudar e alterar comportamentos e rotinas.

O primeiro passo é não arranjar desculpas, porque:

“Aquele que não tem tempo para cuidar da saúde, vai ter que encontrar tempo para cuidar da doença.” – Dr. Lair Ribeiro

 

Enfermeira Elisabete Vieira, UCC Lafões


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