VOUZELA, 24 de Abril de 2024
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Incêndios: Época mais crítica termina com 65.000 hectares ardidos e seis mortos

1 de Outubro 2020

Terminou, esta quarta-feira, 30 de Setembro, a época mais crítica de incêndios florestais. O balanço provisório aponta para 8.968 incêndios rurais, dos quais resultaram 64.972 hectares de área ardida. Há ainda a lamentar a morte de cinco bombeiros e de um piloto.

Em comunicado, a Administração Interna (AI) nota que “foi o terceiro ano consecutivo com resultados abaixo da média da última década, em número de ignições e de área ardida”.

“Comparando os dados de 2020 com o histórico dos 10 anos anteriores, registaram-se menos 47% de incêndios rurais e menos 38% de área ardida. Esta é a primeira vez, desde 2009, em que se verificam três anos seguidos com redução destes indicadores relativos aos incêndios rurais”, pode ler-se no documento.

De acordo com o Relatório Provisório de Incêndios Rurais do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), adianta a AI, “este ano apresenta, até 30 de Setembro, o segundo valor mais reduzido em número de incêndios e o quinto valor mais reduzido de área ardida, desde 2010”.

A média de ignições entre 2010 e 2019 foi de 16. 873 incêndios e a média de área ardida é de 104.109 hectares.

Durante o período crítico, que arrancou a 1 de Julho, estiveram empenhados 11.825 operacionais, 2.749 equipas, 2.654 veículos e 60 meios aéreos.

Até ao dia 15 de Outubro estará em vigor o Nível III do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), com 9.804 operacionais, 2.277 equipas, 2.154 veículos, mantendo-se os 60 meios aéreos. A Rede Nacional de Postos de Vigia manterá também os 230 postos activos.

“O impacto das alterações climáticas no fenómeno dos incêndios é um dos aspectos que o Governo terá em conta na avaliação dos resultados de 2020. Assinala-se como positivo o facto de 86% dos incêndios terem uma área ardida inferior a 1 hectare. No entanto, este ano registaram-se 11 incêndios com área ardida superior a 1.000 hectares, o que leva à necessidade de reforçar a prioridade dada à reforma da floresta, à limpeza dos terrenos em redor das casas e das aldeias e à sensibilização das populações para a necessidade de evitarem comportamentos de risco como o uso da maquinaria ou a realização de queimas e queimadas em dias de risco de incêndio”, refere o comunicado, acrescentando que, dados os seis óbitos, “será dada especial atenção às matérias relacionadas com a segurança dos operacionais que integram o dispositivo”.


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