VOUZELA, 15 de Janeiro de 2026
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Fado de Vouzela a ser cantado desde 1925

3 de Julho 2022

Com letra de Joaquim Dória e música de Saldanha Júnior, o Fado de Vouzela nasceu da vontade de seu autor de honrar a Confraria de Nossa Senhora do Castelo, “ na pessoa de seu benemérito Reitor, Manuel Ferreira Coutinho, meu particular amigo”, e veio à luz do dia no ano de 1925, quase, quase a fazer cem anos.

Percorrendo a vila pelos seus pontos fortes, metendo-os a todos num “ninho de encantos”, fala-nos, em particular, na “terra de S. Frei Gil”, no Dom Duarte de Almeida, o Decepado do Toro, no Monte da Senhora do Castelo, nas Quintas da Lama e da Sernada, no Hospital-Asilo, na “Fonte pura da Nogueira/Pela rocha a transcorrer/Torna a alma prisioneira…/ Ai! de quem nela beber… /

Vai até à Casa da Cavalaria, passando pela Igreja Paroquial, olha com admiração a “Ponte grandiosa e bela” e “Lá no alto está o Castelo/ de Paços de Vilharigues”.

Não esquece a “Avenida das Tílias”, neste “Paraíso da Beira” e, por fim, desabafa: “ Findou meu canto singelo/E a dor em mim não se acalma/Ó Senhora do Castelo/ Sé o conforto da minh´alma”.

Com a chancela das Edições “Ignis” do Porto, assim Joaquim Dória quis evocar o que sentiu por Vouzela, que Saldanha Júnior converteu em fado para a posteridade, tal como aqui se regista.


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