VOUZELA, 20 de Abril de 2024
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Deputados do PSD alertam para cuidados primários de saúde sem resposta

29 de Outubro 2020

A redução das consultas presenciais programadas e do encaminhamento de doentes para consultas de especialidade, planos de contingência que não são eficientes, os atrasos na emissão/renovação de atestado médico de incapacidade multiuso e a diminuição significativa da actividade assistencial nos cuidados primários estão entre as preocupações dos deputados do PSD eleitos pelo círculo de Viseu.

Numa nota enviada às redacções, os responsáveis explicam que estiveram reunidos, esta segunda-feira, com as direcções dos ACES Viseu Dão Lafões e Douro Sul “para aferir o impacto da COVID19 no acesso aos cuidados primários na nossa região”.

“Constatamos, com enorme preocupação, que há uma diminuição significativa da actividade assistencial que se procurou justificar, entre outras razões, devido às restrições covid19, aos horários dos transportes e às obsoletas centrais telefónicas, quando são evidentes a necessidade de contratação de mais recursos humanos e um melhor planeamento”, refere o documento.

Os deputados notam que “as consultas presenciais programadas tiveram uma redução superior a 50% no período homólogo, o que também acontece com o encaminhamento de doentes para consultas de especialidade, com a prescrição de exames de diagnóstico e terapêutico, bem como na assistência domiciliária”. “Estes indicadores permitem-nos concluir que as teleconsultas, embora sejam uma ferramenta útil, não substituem, de forma alguma, a consulta presencial e que os planos de contingência executados não são eficientes”, salientam.

Além de notarem que “afinal não há milagres do SNS”, estão “muitos doentes não covid19 a ficar para trás ao não terem equidade e acesso aos cuidados primários de saúde. Se a situação é por si muito preocupante, mais grave é não se vislumbrar nenhuma medida para responder e mitigar estes constrangimentos”.

Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Viseu chamam ainda à atenção para “a sobrecarga do trabalho dos profissionais”. “Antevendo-se um aumento do número de infectados, é urgente e necessário um reforço de pessoal para as diferentes áreas, em especial na resposta à covid19 para libertar os médicos dos cuidados primários para responder às solicitações”, defendem. A este propósito, mostram-se contra “a intenção da ARS/ACeS em pedir a colaboração de estudantes de enfermagem para a realização de inquéritos epidemiológicos”. “Por haver profissionais de enfermagem no desemprego, o recurso a estudantes deve verificar-se quando já não houver os referidos profissionais disponíveis”, consideram.

No documento, os responsáveis deixam ainda “uma palavra de reconhecimento a todos os profissionais de saúde que, mesmo sem as condições para a realizar a sua missão, têm sido inexcedíveis em dedicação e competência para mitigar as falhas e necessidades dos serviços” e aos “autarcas pela prontidão nas respostas e na disponibilização de meios aos profissionais de saúde e às instituições”.

 


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