A responsável falava, esta tarde, aos jornalistas, em Viseu, fazendo um ponto de situação.
Recorde-se que, no sábado, 23 de Outubro, a Câmara de São Pedro do Sul revelou que, em 10 dias (de 12 a 22 de Outubro), foram registados 77 novos casos positivos no concelho.
Relativamente ao concelho de Viseu, adiantou que tem 13 turmas com pessoas infectadas com SARS-CoV-2, que provoca covid-19, assim como em empresas e instituições.
“Actualmente temos várias empresas e instituições com casos e também em estabelecimentos de ensino, desde jardins de infância a todos os ciclos de ensino, inclusive no Instituto Politécnico” de Viseu, afirmou a delegada de saúde.
Aos jornalistas, disse que, “no total, são 13 turmas com situações de casos de covid-19 e, em algumas delas, os respectivos colegas têm de estar em isolamento profilático”, sendo que a maioria das turmas são escalões mais baixos.
“As crianças mais pequenas, do primeiro ciclo para baixo, pelo nível etário tão baixo, têm a agravante de, para além de não estarem vacinados, também não usarem máscara e a proximidade ser maior e, realmente, temos aqui o maior número de situações”, especificou.
Conceição Casimiro explicou que também há “pessoal não docente em isolamento profilático, porque são casos”, uma vez que “quem tem a vacinação completa há mais de 10 dias e quem não tenha tido a doença nos últimos 80 dias, não fica em isolamento profilático, mas sim em vigilância, para controlarem os sintomas e, naturalmente, também fazerem o teste”.
“O número de casos tem vindo a aumentar, progressivamente, com a taxa de incidência dos últimos 14 dias também a aumentar, sendo actualmente de 110 por 100.000 habitantes e no total temos 9.705 casos acumulados no concelho”, contabilizou.
Neste sentido, Conceição Casimiro admitiu que “a situação está a preocupar” estes responsáveis e, por isso, apelou para a “importância da manutenção de todas as medidas preventivas, desde logo o distanciamento físico, o uso da máscara e a higienização das mãos e o evitar de aglomerados” de pessoas.
“Muita gente com o levantamento das restrições pensou que realmente se poderia fazer uma “vida normal. Todos gostaríamos, mas quanto mais medidas tomarmos, mais depressa nos poderemos ver livres ou, pelo menos, minimizar a progressão da doença e não o contrário”, apontou.