VOUZELA, 20 de Abril de 2024
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Covid-19: Portugal sabe a 27 de Julho se reentra nos corredores aéreos ingleses

7 de Julho 2020

O Reino Unido vai reavaliar no dia 27 de Julho a lista de países isentos de quarentena nas chegadas ao país, da qual Portugal foi excluído devido aos surtos de Covid-19, revelou o ministro britânico dos Transportes, Grant Shapps.

“O Governo vai manter os requisitos e isenções estabelecidos nos regulamentos em análise. A próxima revisão dos regulamentos será feita até 27 de Julho de 2020”, escreveu o governante, numa declaração enviada ao Parlamento.

O Governo britânico divulgou na passada sexta-feira uma lista de 59 países e territórios cujos viajantes deixam de ter de ficar em isolamento à chegada ao Reino Unido, a partir de 10 de Julho. A quarentena obrigatória para quem chega do estrangeiro está em vigor desde 8 de Junho, tendo sido imposta para reduzir o risco de uma segunda vaga da pandemia.

Na declaração enviada aos deputados, Shapps adianta que a selecção dos países foi feita com base em critérios científicos e sanitários e por especialistas de vários ministérios, tendo incluído dados oficiais e modelos matemáticos da universidade London School of Hygiene and Tropical Medicine.

“A categorização foi fundamentada por uma estimativa da proporção da população actualmente infecciosa em cada país, taxas de incidência de vírus, tendências de incidência e mortes, estado de transmissão e informação internacional sobre epidemias, além de informações sobre a capacidade de teste do país e uma avaliação da qualidade dos dados disponíveis”, especificou Shapps.

O objectivo foi “minimizar o risco de importar casos de Covid-19, ao mesmo tempo que ajudamos a abrir o nosso sector do turismo e viagens”, sublinhou o ministro, revelando que os corredores vão manter-se sob análise e, caso as condições piorem, o país vai voltar a introduzir o requisito de quarentena à chegada.

António Costa critica utilização de “um único critério”

Na reacção à decisão de Londres, na semana passada, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considerou a decisão de Londres “absurda”, “errada” e “desapontante”. Já esta segunda-feira, o governante referiu que tais medidas restritivas têm um “impacto relativamente limitado designadamente em comparação com as medidas que nos parecem ter, essas sim, impacto: as regras de etiqueta respiratória, as regras de distância social, as regras de protecção pessoal e dos outros em circunstâncias em que essa distância social é mais difícil”.

Também o primeiro-ministro, António Costa, criticou a utilização de “um único critério” – o número de casos – por parte do Governo britânico para justificar esta decisão, argumentando que isso “não protege as populações, nem é um critério fiável para as relações de confiança que é necessário restabelecer para que as viagens retomem a sua normalidade”. “Se fosse por um único critério, não faria o menor sentido a posição do Reino Unido, porque é manifesto que, perante o nível de contágio nesse país, comparando com as diferentes regiões de Portugal, qualquer pessoas se sente mais segura em qualquer região portuguesa do que no Reino Unido”, notou Costa.

O chefe de Governo cita mesmo a Agência Europeia da Prevenção das Doenças, que recomenda que “a avaliação dos riscos deve ter em conta um conjunto muito diversificado de critérios e não um único”. Santos Silva frisou que o executivo com as autoridades britânicas, para que tenham “toda a informação indispensável para que possam rever as suas decisões”. Esse trabalho assenta na “necessidade de avaliar a situação epidemiológica com base nos indicadores disponíveis que permitem ter um retrato dessa situação, e não apenas com base num único indicador”, mas também em compreender “as preocupações das autoridades britânicas e ver como lhes responder”.

A lista de países isentos de quarentena só se aplica a Inglaterra, pois as outras nações do Reino Unido – Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte – têm autonomia em questões de saúde.

 


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